Estilo da Semana: Wheatwine

28 Dezembro, 2017

Como forma de enfrentar o tempo frio típico desta quadra festiva, hoje vamos falar da Wheatwine (BJCP 2015: 22D). Uma cerveja de beber aos poucos, rica, texturada e de elevado teor alcoólico. Apresenta um sabor significativo a cereal e pão, bem como corpo aveludado. A ênfase é, inicialmente, nos sabores a pão e trigo, seguindo-se o malte, lúpulo, o carácter frutado da levedura e a complexidade do álcool.

História

Um estilo de cerveja artesanal Americana relativamente recente, elaborado pela primeira vez em 1988 na Rubicon Brewing Company. Geralmente um estilo sasonal de inverno ou lançamento especial. Frequentemente os cervejeiros experimentam com este estilo, levando a uma panóplia de interpretações.

Aroma

O aroma a lúpulo é leve e pode representar qualquer aroma de adições de lupulo de aroma. Carácter moderado a moderadamente forte a malte (pão e trigo), muitas das vezes com complexidade adicional de malte, tal como mel ou caramelo. Pode ser notado um ligeiro aroma a álcool limpo. Notas frutadas baixas a médias que podem ser aparentes. São aceitáveis níveis muito baixos de diacetilo mas não obrigatórios. É inapropriado um carácter a cerveja de trigo (weizen) de notas a banana/cravinho.

Aparência

A cor varia de dourado a âmbar intenso, muitas das vezes com reflexos a rubi ou granada. Espuma baixa a média, de cor branco-sujo. A espuma pode ter uma textura cremosa e boa retenção. É permitida turvação de frio mas normalmente fica limpa à medida que a cerveja aquece. Os níveis elevados de álcool e viscosidade podem ser observados na formação de “pernas” quando a cerveja é agitada no copo.

Sabor

Moderado a moderadamente elevado a trigo, dominante sobre qualquer carácter a lúpulo. São bem-vindas notas de complexidade de nível baixo a moderado a pão, tostado, caramelo ou mel, contudo não são necessárias. O sabor a lúpulo é baixo a médio e pode reflectir qualquer variedade. Sabores frutados moderados a moderadamente elevados, muitas das vezes de carácter a frutos secos. O amargor do lúpulo pode ir de baixo a moderado, pelo que o equilíbrio varia de maltado a equilibrado. Não deve ser tipo xarope e mal atenuada. Podem estar presentes alguns sabores oxidativos ou vínicos, tal como notas ligeiras a álcool que são limpas e suaves mas complexas. Um carácter complementar a carvalho de suporte é bem-vindo mas não requerido.

Palato

Corpo médio-alto a encorpado e “mastigável”, muitas vezes com textura cremosa e aveludada. Carbonatação baixa a moderada. Pode também estar presente uma sensação suave de calor, baixa a moderada.

Comentários

Os maltes escuros devem ser usados com muito cuidado. Muita da cor provem de uma fervura longa. Alguns exemplos comerciais podem ser mais fortes do que a média e alguns podem nem ser elaborados todos os anos.

Ingredientes Característicos

Tipicamente elaborada com uma combinação de malte americano de trigo e de duas fileiras. O estilo usa, geralmente, 50% ou mais de malte de trigo. Podem ser usadas quaisquer variedades de lúpulo. Pode ser envelhecida em casco de carvalho.

Comparação de Estilos

Mais do que simplesmente uma Barleywine à base de trigo, muitas versões  possuem notas muito expressivas a frutas e lúpulo, enquanto que outras desenvolvem uma complexidade através de maturação em casco de carvalho. Menos ênfase no lúpulo do que uma American Barleywine. Tem as suas raízes na cerveja American Wheat e não nos estilos alemães, pelo que não deve conter nenhum carácter a levedura tal como se encontra numa Weizen alemã.

Alguns Exemplos Comerciais

Rubicon Winter Wheat Wine, Two Brothers Bare Trees Weiss Wine, Smuttynose Wheat Wine, Portsmouth Wheat Wine



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