Estilo da Semana: Belgian Dark Strong Ale

4 Dezembro, 2017

Esta semana continuamos na Bélgica com a Belgian Dark Strong Ale (BJCP 2015 – 26D). Uma ale belga escura, complexa e muito forte, com uma mistura deliciosa de malte, sabores a fruta escura e elementos de especiarias. Complexa, rica, suave e perigosa.

História

A maioria das versões possuem um carácter único, reflectindo as características de cada cervejeira. São produzidas em quantidades limitadas e, normalmente, com elevada procura.

Aroma

Complexo, com uma presença rica a malte adocicado, ésteres significativos e álcool, bem como notas a especiarias opcionais de intensidade leve a moderada. O malte é rico e intenso, podendo apresentar uma qualidade a pão tostado, na maior das vezes com uma complexidade a caramelo escuro. Os ésteres frutados são fortes a moderadamente baixos e podem conter passas, ameixas, cereja seca, figos ou abrunhos. Os fenóis a especiarias podem estar presentes, normalmente apresentando uma qualidade apimentada e não a cravinho; também é possível uma ligeira baunilha. O álcool é suave, apimentado, perfumado e/ou semelhante a rosas, de intensidade baixa a moderada. O lúpulo normalmente não está presente (sendo aceitável um aroma muito baixo a especiarias, floral ou herbáceo). Sem aroma a malte escuro/torrado. Sem aromas a álcool quente ou solvente.

Aparência

Cor âmbar intenso a castanho acobreado escuro (“dark” neste contexto implica cor mais intensa e escuro do que dourado). Espuma abundante, densa, de consistência tipo mousse, persistente, de cor bege a bronzeado ligeiro. Pode ser limpa a algo turva.

Sabor

Similar ao aroma (os comentários sobre malte, ésteres, fenóis, álcool e lúpulo aplicam-se também ao sabor). Moderadamente rica a malte no palato, o que pode provocar uma impressão doce se o amargor é baixo. Normalmente final moderadamente seco a seco, embora possa ser até moderadamente doce. Amargor médio-baixo a moderado; o álcool providencia algum do balanço ao malte. Equilíbrio geralmente para o malte rico, mas pode ser razoavelmente equilibrado com o amargor. Os sabores complexos e variados misturam-se suavemente e em harmonia. O final não deve ser pesado ou tipo xarope.

Palato

Carbonatação elevada mas não acutilante. Sensação de calor do álcool suave mas perceptível. O corpo pode ir de médio-leve a médio-alto e cremoso. A maioria tem corpo médio.

Comentários

As versões Trapistas autênticas possuem tendência a ser mais secas (os belgas dirão “mais digeríveis”) do que as versões de Abadia, que podem ser doces e encorpadas. Tradicionalmente maturadas em garrafa (ou refermentadas na garrafa). Por vezes este estilo é conhecido por Trappist Quadruple, sendo a maioria simplesmente conhecidas pelo seu teor alcoólico e designação de cor.

Ingredientes Característicos

São tipicamente utilizadas estirpes de levedura belgas, propicias à produção de álcoois de grupos superiores, ésteres e por vezes fenóis. Impressão de uma carga de cereal complexa, embora a muitas das versões tradicionais são bem simples, com açucares caramelizados ou outros não refinados e leveduras, a providenciar muita da complexidade. São normalmente usados lípulos do tipo Saazer, ingleses ou Styrian Goldings. Especiarias não são tradicionalmente usadas e, se usadas, devem ser apenas subtis em plano de fundo.

Comparação de Estilos

Como uma Dubbel mas mais forte, com mais corpo e riqueza a malte. Não tão amarga ou lupulada do que uma Tripel, mas de teor alcoólico similar.

Alguns Exemplos Comerciais

Achel Extra Brune, Boulevard The Sixth Glass, Chimay Grande Réserve, Gouden Carolus Grand Cru of the Emperor, Rochefort 8 & 10, St. Bernardus Abt 12, Westvleteren 12.



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