Estilo da Semana: Belgian Dubbel

13 Novembro, 2017

Esta semana rumamos à Bélgica com a Belgian Dubbel (BJCP 2015 – 26B). Uma ale complexa da Ordem Trapista, de cor cobre avermelhado intenso, moderadamente forte e maltada, com sabores a malte ricos, ésteres a frutos escuros ou secos e uma ligeira nota a álcool. Todas estas notas se misturam num carácter a malte que termina maioritariamente seco.

História

Originária dos mosteiros na Idade Média, foi recuperada em meados dos anos 1800s, depois da era Napoleónica.

Aroma

Aroma complexo e rico a malte adocicado, possivelmente com notas leves a chocolate, caramelo e/ou tostado (mas nunca aromas torrados ou queimados). Ésteres moderados a fruta (usualmente incluindo passas, ameixas e, por vezes, também cerejas secas). Os ésteres por vezes incluem banana ou maçã. São comuns fenóis apimentados e álcoois de grupos superiores (pode incluir ligeiro cravinho e especiarias, pimenta, similar a rosas e/ou notas perfumadas). As qualidades a especiarias podem ser moderadas a muito baixas. O álcool, se presente, é suave e nunca quente ou a solvente. Aroma a lúpulo baixo a nenhum com notas a especiarias, herbáceas ou florais, estando tipicamente ausente. O malte é mais predominante no equilíbrio, com os ésteres e um toque de álcool em suporte, criando uma apresentação harmoniosa.

Aparência

Cor âmbar escuro a cobre, de corpo atraente avermelhado. Geralmente límpida. Espuma cremosa, abundante, densa e duradoura, de cor branco-sujo.

Sabor

Qualidades semelhantes ao aroma. Sabor a malte rico e complexo no palato, de intensidade média a média-alta, contudo termina moderadamente seca. Mistura complexa de malte, ésteres, álcool e fenóis (são comuns sabores a passas; sabores a frutos secos são bem-vindos; notas a cravinho ou especiarias apimentadas são opcionais). O equilíbrio tende sempre para o malte. Amargor médio-baixo que não persiste após a prova. Sabor a lúpulo baixo a especiarias, floral ou herbáceo é opcional e normalmente não se encontra presente.

Palato

Corpo médio-alto. Carbonatação média-alta, a qual pode influenciar a percepção de corpo. Sensação de calor do álcool de intensidade baixa. Suave, nunca quente ou a solvente.

Comentários

A maior parte dos exemplos comerciais encontra-se no intervalo de álcool de 6.5 a 7% por volume. Tradicionalmente maturadas em garrafa (ou refermentadas em garrafa).

Ingredientes Característicos

É comum serem usadas estirpes de levedura belgas com tendência a produzir álcoois de grupos elevados, ésteres e fenóis. Impressão de ser usada uma carga de cereal complexa, contudo as versões tradicionais são tipicamente constituas por malte Pils belga e xarope de açúcar caramelizado ou outros açucares não refinados. Estes açúcares providenciam muito do carácter da cerveja. Lúpulo do tipo Saazer, Styrian Goldins ou Inglês. Tradicionalmente não são usadas especiarias, embora seja permitido um uso contido (apenas intensidade de fundo).

Comparação de Estilos

Não deve ser tão maltada como uma Bock e não deve apresentar doçura de malte crystal. Semelhante no álcool e equilíbrio a uma Belgian Blond, mas com perfis mais ricos a malte e ésteres. Menos forte e intensa do que uma Belgian Dark Strong Ale.

Alguns Exemplos Comerciais

Affligem Dubbel, Chimay Première, Corsendonk Pater, Grimbergen Double, La Trappe Dubbel, St. Bernardus Pater 6, Trappistes Rochefort 6, Westmalle Dubbel



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