Estilo da Semana: British Strong Ale

17 Outubro, 2017

Esta semana vamos falar da British Strong Ale (BJCP 2015 – 17A). Uma ale de teor alcoólico respeitável, tradicionalmente maturada em garrafa, em caves. Pode apresentar uma variedade grande de interpretações, mas a maioria apresentam intervalos variáveis de riqueza de malte, lúpulo de aroma e amargor, ésteres frutados e sensação de calor do álcool. Deve ser dado um bom intervalo no que concerne ao carácter, e desde que a cerveja esteja dentro do teor alcoólico previsto e tenha um interessante caracter “Britânico”, em principio estará dentro do estilo. Os sabores e intensidade a malte e adjuntos podem variar imenso, mas qualquer combinação deve resultar numa experiência de prova agradável.

História

As suas origens variam, uma vez que esta categoria reflecte o agrupamento de um conjunto de estilos inferiores, com produção limitada. Algumas são recriações históricas, enquanto que outras são modernas. Umas descendem directamente de estilos mais antigos como as Burton Ales, enquanto que outras mantem uma ligação histórica com cervejas mais antigas. A noção de grupo é relativamente moderna, uma vez que as cervejas desta categoria de teor alcoólico não seriam consideradas “anormais” em séculos passados. Contudo, esta categoria não deve ser usada para inferior relações históricas entre exemplos; esta é quase uma categoria moderna Britânica de especialidade, onde o atributo “especial” é o teor alcoólico.

Aroma

Malte adocicado com ésteres frutados, muitas das das vezes com uma mistura complexa a fruta seca, caramelo, nozes, toffee e/ou outros aromas de malte de especialidade. São aceitáveis algumas notas a álcool mas não devem ser “quantes” ou a solvente. Os aromas a lúpulo podem variar imenso, mas tipicamente possuem notas terrosas, a resina, fruta e/ou floral. O equilíbrio também pode variar imenso, apresentando a maioria dos exemplos uma mistura de malte, fruta, lúpulo e álcool, em intensidades variáveis.

Aparência

Cor dourado intenso a castanho-avermelhado (muitas são razoavelmente escuras). Em geral limpas, embora as versões escuras possam parecer quase opacas. Espuma moderada a baixa, de cor creme a bronzeado ligeiro. Retenção média.

Sabor

Carácter a malte médio a elevado, tipicamente com sabores ricos a nozes/avelãs, toffee ou caramelo. São por vezes encontradas notas ligeiras a chocolate em cervejas mais escuras. Pode conter uma complexidade de sabor interessante, derivada dos açúcares de cervejeiro. O equilíbrio é muitas das vezes a malte, mas podem ser bem lupuladas o que afecta a impressão a malte. É comum um nível moderado a ésteres frutados, muitas das vezes com um carácter a frutos escuros ou secos. O final pode variar de meio-seco a algo doce. O teor alcoólico deve ser evidente, embora não avassalador. Diacetilo baixo a nenhum, não sendo geralmente desejável.

Palato

Corpo médio a encorpado, quase “mastigável”. A sensação de calor do álcool é muitas vezes evidente e sempre bem-vinda. Carbonatação baixa a moderada. Textura suave.

Comentários

Mais um categoria de entrada do que um estilo, o teor alcoólico e o carácter dos exemplos pode variar imenso. Encaixa no espaço de estilos entre as cervejas de densidade normal (Strong Bitters, Brown Ales, English Porters) e as Barleywines. Pode incluir cervejas pálidas maltadas e lupuladas, versões de Inverno inglesas, Dark Milds mais fortes, Burton Ales mais leves e outras cervejas únicas com densidade que não encaixem em outras categorias. Tradicionalmente, um produto maturado em garrafa e bom para envelhecer em cave.

Ingredientes Característicos

A carga de cereal varia, muitas vezes baseada em malte Pale, com maltes Caramel e outros de especialidade. Alguns exemplos mais escuros podem sugerir que maltes escuros são apropriados (exp., malte chocolate, black), embora o seu uso seja muito restrito para evitar um caracter muito torrado. É comum o uso de adjuntos açucarados, bem como adjuntos de amido (milho, cevada em flocos, trigo). Os lúpulos são tradicionalmente Ingleses.

Comparação de Estilos

Sobreposição significativa com as Old Ales, no que concerne a densidade, mas não apresentando o caracter oxidado ou envelhecido. É possível uma gama alargada de interpretações. Não devem ser tão ricas ou fortes do que as English Barleywine. Mais fortes do que as cervejas fortes correntes (Strong Bitters, Brown Ales, Porters). Com mais maltes de especialidade e/ou açúcares do que as American Strong Ales.

Alguns Exemplos Comerciais

Fuller’s 1845, Harvey’s Elizabethan Ale, J.W. Lees Manchester Star, Samuel Smith’s Winter Welcome, Young’s Winter Warmer.



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