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Hoje iniciamos a semana com a Best Bitter (BJCP 2015 – 11B). Uma cerveja de “sessão” (ou mais bebível) saborosa e contudo refrescante. Alguns exemplos podem ser mais equilibrados para o malte mas este equilíbrio não se deve sobrepor à impressão geral de amargor. A sua facilidade de ser bebível é um componente critico do estilo.
História
A família das “bitters” Britânicas cresceu a partir das English Pale Ale como um produto à pressão nos finais dos anos 1800s. A utilização de maltes “crystal” nas bitter tornou-se mais dissiminado após a 1ª Guerra Mundial. Tradicionalmente servida muito fresca e sem pressão (somente por gravidade ou bomba manual) a temperaturas de cave (ou seja, “real ale”). A maioria das bitters engarrafadas ou em barril produzidas no Reino Unido são, em geral, versões “cask” para exportação de maior teor alcoólico e mais carbonatadas. Possuem um carácter e equilíbrio diferente do que as suas similares à pressão da Inglaterra (tipicamente mais doces e menos lupuladas do que as versões “cask”). As descrições aqui presentes reflectem a versão “real ale” do estilo e não as formulações para exportação de produtos comerciais.
Existem algumas variações regionais das Bitter, desde versões mais escuras e doces, servidas quase sem espuma; a versões mais claras, mais lupuladas, com grande quantidade de espuma e tudo o resto no intermédio.
Aroma
Baixo a moderado a malte, muitas das vezes (mas nem sempre) com uma qualidade baixa a médio-baixa a caramelo. É comum uma complexidade de malte a pão, biscoito ou ligeiramente tostado. Frutado ténue a moderado. O aroma a lúpulo pode ariar de moderado a nenhum, tipicamente com carácter a flores, terroso, resina e/ou frutado. Geralmente sem diacetilo embora sejam permitidos níveis muito baixos.
Aparência
Cor âmbar pálido a cobre médio. Claridade boa a brilhante. Espuma baixa a moderada, de cor branca a branco-sujo. Podem apresentar muito pouco espuma devido a baixa carbonatação.
Sabor
Amargor médio a moderadamente alto. Ésteres frutados moderadamente baixos a moderadamente altos. Sabor a lúpulo moderado a baixo, tipicamente com um carácter terroso, resina, frutado e/ou floral. Presença de mlate baixa a média, com um final seco. O perfil do malte é tipicamente a pão/broa, biscoito ou ligeiramente tostado. É opcional a presença baixa a moderada a caramelo ou toffee. O equilíbrio é muitas das vezes amargo, embora o amargor não se deva sobrepor completamente ao sabor do malte, ésteres e lúpulo. Geralmente sem diacetilo, embora níveis muito baixos sejam permitidos.
Palato
Corpo médio-leve a médio. Carbonatação baixa, embora os exemplos engarrafados possam apresentar carbonatação moderada.
Comentários
Sabor a malte mais evidente do que numa Ordinary Bitter. Esta é uma ale de teor alcoólico de “sessão”, mais forte.
Ingredientes Característicos
Maltes pale ale, amber e/ou crystal. Podem usar um pequeno toque de maltes escuros para ajustes de cor. Podem ser usados adjuntos açucarados, milho ou trigo. Os lúpulos de final de fervura mais tradicionais são Ingleses, mas qualquer variedade pode ser usada; se forem usados lúpulos Americanos, deve ser apenas um pequeno toque. Levedura Britânica com carácter.
Comparação de Estilos
Mais álcool do que numa Ordinary Bitter e tipicamente utilizando ingredientes de melhor qualidade. Menos álcool do que uma Strong Bitter. Mais caramelo ou caracter de malte base do que numa British Golden Ale. A ênfase é dada à adição de lúpulo de amargor em oposição à lupulagem agressiva de meio e final de fervura das American ales.
Alguns Exemplos Comerciais
Adnams SSB, Coniston Bluebird Bitter, Fuller’s London Pride, Harvey’s Sussex Best Bitter, Shepherd Neame Master Brew Kentish Ale, Timothy Taylor Landlord, Young’s Special.