Estilo da Semana: Australian Sparkling Ale

14 Agosto, 2017

Nesta semana quente de Agosto, vamos ao outro lado do planeta com o estilo Australian Sparkling Ale (BJCP 2015 – 12B). Uma cerveja suave e equilibrada, onde todos os seus componentes se fundem com intensidades similares. Sabores moderados a ingredientes Australianos. Dimensão alargada de sabor e muito bebível, sendo adequada a um clima quente. Depende do carácter da levedura.

História

Registos de elaboração de cerveja indicam que a maioria da cerveja Australiana fabricada no séc. XIX era draught XXX (mild) e Porter. A ale em garrafa foi desenvolvida originalmente para competir com pale ale’s engarrafadas, que eram importadas das cervejeiras Britânicas, tais como a Bass e Wm Younger Monk. Nos inícios do séc. XX, a pale ale em garrafa saiu de moda e as cervejas lager “mais leves” estavam em voga. Muitas Australian Sparkling Ale eram rotuladas de “ales” mas eram, na verdade, lagers de fermentação baixa com cargas de cereal muito similares às ales que substituíram. A Coopers de Adelaide, no sul da Austrália, é a única cervejeira sobrevivente que produz o estilo Sparkling Ale.

Aroma

Aroma bastante suave e limpo, com uma mistura equilibrada de ésteres, lúpulo, malte e levedura – todos de intensidade moderada a baixa. Os ésteres apresentam, frequentemente, características a pêra e maçã, possivelmente com um toque muito ligeiro a banana (opcional). O lúpulo é terroso, herbáceo ou podem apresentar o toque semelhante a ferro, característico da variedade Pride of Ringwood. O malte pode ir de cereal neutro a moderadamente doce e ligeiramente a pão; não deve ser evidente nenhum caramelo. Os exemplos muitos frescos podem ter uma nota ligeiramente a levedura e enxofre.

Aparência

Cor amarelo intenso do âmbar claro, sendo muitas das vezes dourado médio. Espuma branca de pequenas bolhas, alta e persistente. Efervescência perceptível devido a elevada carbonatação. Claridade brilhante se decantada, sendo tipicamente servida com a levedura para ter uma aparência turva. Desta forma, não é tipicamente turva a menos que seja servida com a levedura.

Sabor

A malte médio a baixo, arredondado a cereal que pode ir a pão. Inicialmente brando a adocicado de malte, mas surgindo amargor médio a médio-alto a meio da prova, para equilibrar o malte. Sabor a caramelo está tipicamente ausente. Altamente atenuada, com um final seco e amargor que perdura, embora o corpo dê a sensação de encorpada. Sabor a lúpulo médio a médio-alto, algo terroso e possivelmente herbáceo, resinoso, apimentado ou semelhante a ferro mas não floral, que perdura até ao final. Ésteres médio-alto a médio-baixo, muitas das vezes a pêras e maçãs. Banana é opcional mas nunca deve dominar. Pode ser ligeiramente mineralizada ou sulfurosa, especialmente se a levedura está presente. Não deve ser insípida.

Palato

Carbonatação alta a muito alta, com bolhas que enchem a boca e um carácter carbónico marcado e efervescente. Corpo médio a médio-encorpado, tendendo para a parte elevada se servida com levedura. Suave mas gasificada. As versões mais fortes pode apresentar um ligeiro calor do álcool, contudo as mais leves não o terão. Muito bem atenuada; não deve ter nenhuma doçura residual.

Comentários

A Coopers tem fabricado a sua Sparkling Ale de topo desde 1862, embora a sua formulação tenha sido alterada ao longo dos anos. Presentemente, a cerveja terá uma claridade brilhante se decantada, mas muitos dos clientes servem a maioria da cerveja para um copo, agitando o restante na garrafa e juntando toda a levedura. Em alguns bares, a garrafa é rolada ao longo do balcão! Quando servida à pressão, a cervejeira dá a indicação aos bares para inverter o barril, de forma a colocar a levedura em suspensão. Uma aparência turva para o estilo parece ser uma preferência moderna de consumo. Sempre carbonatada naturalmente, mesmo no barril. Uma ale de uso actual, melhor apreciada fresca.

Ingredientes Característicos

Malte pale de 2 filas com torra muito ligeira, podendo ser usadas variedades de lagers. Pequenas quantidades de malte Crystal apenas para ajuste de cor. Os exemplos modernos não usam adjuntos, sendo utilizado apenas açúcar de cana para carbonatação. Os exemplos históricos que usam 45% de malte pale de 2 filas e 30% de malte de 6 filas mais rico em proteínas, utilizavam cerca de 25% de açúcar para diluir a quantidade de azoto. Usados tradicionalmente lúpulos australianos (Cluster e Goldings), tendo sido substituídos em meados dos anos 1960 pela variedade Pride of Ringwood. Levedura tipo Burton muito atenuadora (tipicamente estirpe australiana). Perfil de água variável, tipicamente com poucos carbonatos e sulfatos moderados.

Comparação de Estilos

Superficialmente similar às English Pale Ales, embora seja muito mais carbonatada, com menos caramelo, menos lúpulo de aroma e demonstrando as características de levedura e lúpulo típicos. Mais amarga do que os IBU’s sugerem devido à elevada atenuação, baixa densidade final e lúpulos algo grosseiros.

Alguns Exemplos Comerciais

Coopers Original Pale Ale, Coopers Sparkling Ale.



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