Lince Cerveja Artesanal

29 Junho, 2017

A pedido da marca, deixamos a apresentação da Lince Cerveja Artesanal.

Chegaram duas novas cervejas artesanais de origem nacional. A maior novidade? Uma é mini.

 

Chamam-se Blonde e American IPA, respectivamente. A primeira é uma cerveja dourada, leve, fácil de beber. Cria a vontade de experimentar e é uma excelente porta de entrada para o grande mundo das
cervejas artesanais. É a primeira cerveja artesanal portuguesa a ser vendida em garrafas mini de 25cL, a grande novidade, principalmente para quem gosta de manter a frescura da sua loira. Acima de tudo, é uma cerveja para todas aspessoas!

A segunda pertence à categoria rainha das cervejas artesanais, as India Pale Ale (IPA), desta vez feita com quatro lúpulos americanos que lhe dão um intenso aroma frutado, assim como um sabor amargo mas equilibrado pêlos maltes. Esta American IPA não é mais do que a versão yankee das cervejas
inglesas mais tradicionais!

Inicialmente a ser distribuída exclusivamente na Grande Lisboa, a Lince, marca responsável pela criação das duas cervejas, já chegou também ao Porto, Algarve e a vários outros pontos do País.

No próximo mês de Agosto, conta também expandir a sua fábrica de forma a quase duplicar a sua capacidade de produção.

A marca Lince: criada por amantes de cerveja, para todos os que gostam de cerveja

 

Um bom produto nasce sempre de uma grande paixão. António Carriço e Pedro Vieira conheceram-se na Vodafone. Oriundos de áreas bastante distintas — António era do marketing enquanto Pedro dedicava-se à informática — descobriram entre ambos uma paixão comum (que é, aliás, a de tantas
pessoas pelo globo inteiro): a cerveja.

Tudo começou pelas mãos de António, que após uma conversa entre amigos resolveu transformar a sua garagem numa pequena fábrica de cerveja, começando a produzir a sua própria bebida favorita. Como afirmam, com alguma ironia, a Lince é uma verdadeira garage startup. O Pedro juntar-se-ia à
festa depois. Começaram por produzir vários tipos de cerveja até que chegou a inevitável altura de profissionalizar o negócio acabando por ganhar o nome de Lince. O projecto, levado a cabo pelos dois, rege-se por uma regra que alegraria qualquer amante da bebida: quando estivessem em desacordo
beberiam umas cervejas e, mais cedo ou mais tarde, com mais ou menos cervejas, chegariam a um acordo.

Juntaram-se depois à equipa o Adão Coelho no marketing e vendas e o André Branco na produção. Mais recentemente o cervejeiro brasileiro Kelenson Silva assumiu as funções de brewmaster.

De uma pequena garagem para um grande armazém em Marvila

 

Apontada com uma das zonas mais trendy da expansão lisboeta, Marvila foi o local eleito para os mentores do projecto instalarem a sua primeira fábrica: “Escolhemos Marvila para instalar a nossa fábrica porque gostamos muito deste bairro tradicional de Lisboa. Os antigos armazéns de vinho. As fábricas do princípio do século passado, com um ar decadente. A actividade do porto de
Lisboa. A proximidade do Tejo.”

Good things take time

 

A primeira cerveja que produziram foi uma Belgian Pale Ale, uma cerveja âmbar, pouco amarga, maltada, com notas de citrinos. Fabricada com maltes belgas e produtos naturais, com uma segunda fermentação em garrafa, como é habitual em muitas cervejas belgas. Apontam como principal razão desta escolha, o facto da “Bélgica ser um paraíso para quem gosta de cerveja”.

A esta primeira cerveja juntam-se agora a Blonde e a American IPA. Até ao final do ano está previsto o lançamento da quarta Lince.

Produção artesanal por uma cerveja sustentável

 

No que diz respeito ao processo da criação de uma cerveja artesanal, também as coisas se processam lentamente — tal como se saboreia uma deliciosa cerveja. O primeiro passo consiste em escolher o tipo de cerveja que se quer fazer. Há inúmeros tipos de cerveja que diferem entre si na cor, amargor,
sabor, aroma, grau alcoólico, etc.

A seguir tem de se fazer uma selecção mais fina: provam-se várias cervejas do tipo que se pretende fazer, analisam-se as diferenças, compara-se o que parece ser mais e menos interessante em cada um delas e de acordo com as necessidades do mercado e do público-alvo, define-se melhor o que se pretende. Nesta fase do processo os mentores do projecto sublinham (entre risos) o sacrifício que é terem de beber muitas cervejas. Depois começa-se a construir a receita que se julga estar na base da cerveja que se quer criar. O passo seguinte é testar a receita, fazendo um lote experimental. Quando este
lote for aprovado, passa-se à produção de lotes comerciais.

Na produção de cerveja são utilizados apenas componentes naturais: água, malte, lúpulo e levedura. No próprio processo utiliza-se bastante água para o arrefecimento do mosto. Tenta-se ainda reutilizar esta água para o fabrico posterior de cerveja e para lavagens dos equipamentos.

O único sub-produto do fabrico é o dreche, isto é, malte depois de “cozido” e do seu amido ter sido transformado em açúcar. O dreche pode ser utilizado como ração animal ou mesmo como um ingrediente de produtos alimentares. No final de cada produção, a Lince doa o dreche a uma quinta nos arredores de Lisboa.

Porquê Lince?

 

Com imagem gráfica a cargo do atelier de design Rita Rivotti, especializado no design de rótulos de garrafa de vinho, Pedro e António queriam que um animal português fosse a inspiração deste projecto e, acima de tudo, queriam que existisse algo mais no código genético desta marca: um apelo, uma causa, uma responsabilidade.

Lince, uma cerveja responsável.

 

Quando o Adão entrou para Lince a causa do lince ibérico ganhou mais força devido a uma extraordinária história familiar de ligação aos linces. A sua mãe, quando era criança, resgatou num silvado perto da Barragem do Monte da Rocha (Ourique) uma cria de lince, pensando que era apenas um gatinho bébé. Essa cria – apelidade de Joli – foi tratada, cresceu e viveu livremente nos terrenos da família até que um dia, infelizmente, foi abatida por caçadores.

A Cerveja Lince assume-se como uma cerveja socialmente responsável que
pretende apoiar a preservação do Lince Ibérico.



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