Estilo da Semana: Dark Mild

14 Maio, 2017

O estilo desta semana é a Dark Mild (BJCP 2015 – 13A). Uma “session ale” britânica, escura, de baixo teor alcoólico e com ênfase no malte, pronta para ser consumida em quantidade. Refrescante mas também saborosa, com uma expressão alargada de malte escuro ou açúcar escuro.

História

Historicamente, “mild” era uma cerveja não maturada e este termo poderá ter sido usado como adjectivo para distinguir entre cervejas maturadas ou com mais presença de lúpulo. A “mild” moderna tem as suas raízes nas ales mais fracas “X-Type” dos anos 1800s, embora as “dark milds” não tenham surgido até ao século XX. No seu uso corrente, o termo implica uma cerveja de menor teor alcoólico, com menos amargor de lúpulo do que as “bitters”. Estas linhas orientadoras descrevem a versão britânica moderna. O termo “mild” está, correntemente, pouco favorecido junto dos consumidores e muitas cervejeiras não o usam. São cada vez mais raras. Não existe ligação histórica ou relação entre “Mild” e “Porter”.

Aroma

Baixo a moderado a malte, podendo existir algumas notas frutadas. A expressão a malte pode apresentar um carácter muito alargado, que pode incluir caramelo, toffee, cereal, tostado, nozes, chocolate ou ligeiramente torrado. Aroma a lúpulo baixo a nenhum, com notas terrosas ou florais se estiver presente. Diacetilo muito baixo a nenhum.

Aparência

Cor acobreada a castanho escuro ou mogno. Existem alguns exemplares mais pálidos (âmbar médio a castanho claro). Geralmente limpa, embora seja tradicional não ser filtrada. Espuma reduzida a moderada, de cor branco-sujo a bronzeada. A retenção pode ser fraca.

Sabor

Geralmente uma cerveja maltada, embora possa conter uma panóplia alargada de sabores a malte e levedura (por exemplo, maltado, doce, caramelo, toffee, tostado, nozes, chocolate, café, torrado, fruta, alcaçuz, ameixas, passas). Pode terminar doce a seca. As versões com maltes mais escuros podem conter um final seco e torrado. Amargor baixo a moderado, o suficiente para providenciar algum equilíbrio mas não para se sobrepor ao malte. Ésteres frutados de intensidade moderada a nenhuma. Diacetilo e sabor a lúpulo baixo a nenhum.

Palato

Corpo leve a médio. Carbonatação geralmente baixa a média-baixa. As versões torradas podem conter uma ligeira adstringência. As versões mais doces podem parecer ter um corpo elevado para a densidade.

Comentários

Muitas são cervejas de “sessão” (fáceis de beber), com cerca de 3.2%, embora algumas possam ser fabricadas no limite superior (4%+) para exportação, festivais, edições sazonais ou ocasiões especiais. São geralmente servidas em “cask”; as versões “session” em garrafa normalmente não viajam bem. É possível uma gama alargada de interpretações. Existem versões pálidas mas estas são ainda mais raras do que as dark mild; estas linhas orientadoras apenas descrevem a versão escura moderna.

Ingredientes Característicos

Maltes “pale” britânicos (muitas vezes ricos em dextrinas), malte crystal, maltes escuros ou adjuntos de açúcar escuro. Podem também incluir adjuntos tais como milho em flocos e podem ser ajustadas na cor com caramelo de cervejeiro. Levedura de ale britânica com carácter. Qualquer tipo de lúpulo pode ser usado, uma vez que a sua presença é apagada e raramente perceptível.

Comparação de Estilos

Algumas versões podem-se assemelhar a Porters inglesas modernas, com menos álcool. Muito menos doces do que a London Brown Ale.

Alguns Exemplos Comerciais

Banks’s Mild, Cain’s Dark Mild, Highgate Dark Mild, Brain’s Dark, Moorhouse Black Cat, Rudgate Ruby Mild, Theakston Traditional Mild.



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